O MEU PARTO NO JAPÃO


Vou começar pelo inicio… Em 2010 eu e o meu marido decidimos viver no Japão, tratamos de tudo e a data da tão grande mudança iria ser no dia 21 de Março 2011, decidimos também que seria uma boa altura para engravidar, uma vez que eu não ia estar a trabalhar. Em Outubro 2010 fui ao meu médico, fiz todos os exames, deixei de tomar a pílula e comecei o ácido fólico, 6 meses depois podia começar as tentativas, assim aconteceu. No inicio de Março de 2011 começamos, na que eu achava que ia ser, uma longa caminhada até engravidar. 11 de Março 2011, malas feitas, viagem marcada para 20 dias depois, mudança de país, tentar engravidar!!! Tudo estava a correr como planeado…acordamos e... TSUNAMI no Japão, radioactividade por todo o lado, primeiro pensamento: é melhor adiar a gravidez… Os nossos voos foram imediatamente cancelados pela companhia aérea. Dia 21 de Março… 25… 28… nada! Teste de gravidez, positivo.

Alegria geral…. De volta a realidade… E agora? Tínhamos nova data para a viagem, 25 de Abril, o meu Marido tinha de ir obrigatoriamente. O meu médico desaconselhou totalmente por causa da radioactividade pelo menos até às 12 semanas. O que parece tão bem planeado, nem sempre é. Decidimos que o meu marido iria à frente e eu depois, passado 2 meses. Grávida de quase 4 meses, sozinha, lá fui eu para o Japão, 27 horas depois já lá estava! O meu marido já tinha tudo preparado, casa, médico… mal cheguei fui ao médico, e já um bocado aflita porque o meu ácido fólico e magnésio estavam a chegar ao fim e precisava de nova remessa (que não veio… porque o médico achou estranho eu tomar alguma coisa sem ter nenhum défice de nada, e disse para eu deixar de tomar tudo e que se tivesse tudo a correr normalmente não ia tomar nada durante ou depois da gravidez, e assim foi)! Médico particular numa clínica particular e tudo gratuito! As consultas eram uma rotina mensal até aos 6 meses, quinzenal até ás 36 semanas e semanal até ao final. Tudo acontecia no mesmo espaço e em pouco tempo, chega à clínica ia directamente a casa de banho recolher urina, depois ia tirar sangue, aguardava 10 minutos, o médico chamava, fazia os procedimentos de rotina, tensão… peso… depois a ecografia 3D, 4D… no final da consulta o médico já tinha o resultado das análises, simples rápido e principalmente prático! Com a aproximação do dia “D”, levaram-me a visitar toda a clínica a conhecer as enfermeiras e os procedimentos durante a estadia, pediram-me para escolher o tipo a posição de parto que queria, se em pé, deitada de lado de frente …agarrada ao marido… umas tantas, eu escolhi a normal a “nossa tradicional”. Depois escolhi a música que iria tocar durante o parto e o cheiro para a Aromaterapia durante o parto. Com isto tudo já estava maravilhada! Depois recebi a informação que ficaria 8 dias no hospital, se tudo corresse normalmente. OITO DIAS!!?!?! Não vai ser fácil….

Aqui no Japão só fazem cesariana mesmo como último recurso e não dão qualquer tipo de analgésico durante o parto, mas eu pedi muito ao meu médico para me dar epidural e ele aceitou.

Trinta e oito semanas e 2 dias, 1h30 da manhã… Pufff…. Estoirou a bolsa de água (tal como eu queria que começasse o meu parto) lá fui para a clínica com uma amiga japonesa para fazer de tradutora! Não tinha dores, não tinha dilatação alguma, não sentia nada de diferente em mim. Fiquei internada para ver o que iria acontecer, ah… quartos individuais com casa de banho privativa. Às 7h comecei a sentir as primeiras contracções, mas não disse nada porque queria que ela nascesse só depois das 9h, por causa da diferença horária, se ela nascesse antes das 9h nascia em dias diferentes em Portugal e no Japão, e lá fiquei caladinha até as 8h, depois já não dava mais! A enfermeira veio colocou-me toda a monitorização necessária e viu que eu não tinha dilatação nenhuma, mandou-me esperar, às 9h desci para a consulta com o médico, administrou-me a maldita epidural e lá fiquei eu à espera, 2h depois para espanto de todos , de nenhuma dilatação passei a dilatação total e a miúda já estava quase de cabeça de fora. Como não estavam habituados a dar epidural deram-me a mais e eu fiquei completamente “Zen” só queria dormir, e dormi a meio do parto… perdi as contracções, tudo… Tiveram que retirar a epidural esperar que passasse o efeito, e dar-me qualquer coisa para voltar a ter contracções. Ou seja tanto queria epidural para ser mais fácil e só complicou. E neste processo todo passou 7 horas até ela nascer! Mas depois correu tudo muito bem, e os oito dias na maternidade souberam a pouco, porque nunca fui tão bem tratada em lado nenhum, desde curso intensivo de como cuidar de um bebé a massagens de relaxamento...

Este Post acabou por ficar longo demais... Sorry!!

#Baby #omeupartonoJapao #Japao

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